Comecei o "do lead ao verso" quase que por acaso. Nem o mostrava no início, mas escrever tem sido uma paixão e necessidade cada vez mais fortes. Por isso, decidi fazer um projeto literário, profissional. De agora em diante publicarei diariamente em um novo endereço: www.textododia.com.br
Obrigada por me fazerem companhia até aqui e espero vocês lá!
quinta-feira, 1 de janeiro de 2015
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
Quando o Natal faz sentido
“Eu odeio o Natal”. Já ouvi a frase de gente jovem e mais velha, entretanto tenho as melhores razões para não pensar assim. Para mim, a data é motivo para reunir toda família em volta de uma mesa farta, ouvir histórias, encher o coração de alegria, pois é o Natal que completou a formação da Sagrada Família. Naquela noite de 25 de dezembro Maria e José receberam o menino Jesus, com muitas dificuldades, mas com uma luz que marcou o início de grandes mudanças no mundo.É assim quando as crianças vêm ao mundo, independente das circunstâncias, elas levam ou deveriam, muita luz a quem tem a missão de cuidar delas. Tudo isso faz do Natal a data mais especial para as famílias.
Porém, eu entendo porque alguns odeiam o Natal. As razões também estão na celebração familiar, mas de uma forma diferente. Com o tempo algumas pessoas são levadas daqui, lugares a mesa da ceia ficam vazios, aquele nome não vai ser tirado no amigo oculto mais, a descrição para que descubram quem é que vai ganhar o presente da vez vai para outro momento, o das recordações. E não adianta ninguém dizer que é clichê falar que nessas datas a saudade fica mais forte, quem já perdeu alguém sabe como as lembranças ficam mais intensas nestas épocas.
Nos últimos anos minha família começou a ter que conviver com esses vazios, mas o Natal continua a ser uma data bonita. É exatamente a força encontrada no outro, a chegada de mais crianças, que nos faz continuar.Por mais tristes que tenham sido alguns momentos durante o ano, o Natal ainda é especial. Assim, eu tenho certeza de que o dia 25 para quem não tem quem encontrar, ou para aqueles que veem muitos lugares vazios, principalmente sem a renovação, é mesmo triste, e seria para mim também.
Existem ainda os que dariam tudo para que o dia 25 fosse uma data comum porque dizem não gostar de festas familiares. Pessoas assim não têm a sorte de ter descoberto na família amigos, alento, motivo para festa. Estes nunca vão saber mesmo que o dia é especial, como as outras datas que só fazem sentido se celebrarmos com quem amamos.
Porém, eu entendo porque alguns odeiam o Natal. As razões também estão na celebração familiar, mas de uma forma diferente. Com o tempo algumas pessoas são levadas daqui, lugares a mesa da ceia ficam vazios, aquele nome não vai ser tirado no amigo oculto mais, a descrição para que descubram quem é que vai ganhar o presente da vez vai para outro momento, o das recordações. E não adianta ninguém dizer que é clichê falar que nessas datas a saudade fica mais forte, quem já perdeu alguém sabe como as lembranças ficam mais intensas nestas épocas.
Nos últimos anos minha família começou a ter que conviver com esses vazios, mas o Natal continua a ser uma data bonita. É exatamente a força encontrada no outro, a chegada de mais crianças, que nos faz continuar.Por mais tristes que tenham sido alguns momentos durante o ano, o Natal ainda é especial. Assim, eu tenho certeza de que o dia 25 para quem não tem quem encontrar, ou para aqueles que veem muitos lugares vazios, principalmente sem a renovação, é mesmo triste, e seria para mim também.
Existem ainda os que dariam tudo para que o dia 25 fosse uma data comum porque dizem não gostar de festas familiares. Pessoas assim não têm a sorte de ter descoberto na família amigos, alento, motivo para festa. Estes nunca vão saber mesmo que o dia é especial, como as outras datas que só fazem sentido se celebrarmos com quem amamos.
Sobre o texto:
Publicado no caderno especial de Natal do Jornal Agora e inspirado na melhor família do mundo, a minha.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
De coração
Minha mãe tinha um gosto parecido com o meu para decoração. Tanto que eu nunca errei quando dava peças decorativas de presente. Quando eu escolhia perfume, roupa, o risco de ela não usar era enorme. Mas o anjo foi direto para o aparador e está lá até hoje, o Pezão, uma escultura de um homem com pé avantajado, só saiu do lado da vitrola quando quebrou.
Com os meus irmãos era diferente. Uma vez escondi um porta-retrato de gosto duvidoso dado por um deles. Minha mãe não reclamou, não voltou o porta-retrato para o lugar; confessou que também não gostava, que a peça só estava ali para não decepcionar os meninos.
Porém, uma vez ela errou feio. Colocou um cão de plástico pequenininho virado para a TV, não tem nem cinco centímetros, mas destoa de todo resto. Eu podia jurar que o brinquedo estava no rack por engano. Falei em tom de brincadeira que iria guardar, minha irmã concordou, mas minha mãe... Ah, ela não aceitou, soou como uma ofensa. Disse que nunca podia deixar nada do jeito dela na própria casa. E para me desarmar de vez falou que aquele cachorrinho era a Keka, uma cadelinha que era o xodó da casa e havia morrido há um tempo. Eu e minha irmã concordamos, porém foi impossível conter o riso. A Keka era uma yorkshire de três quilos, o cão de plástico era um cachorro de caça americano e até usava chapéu. A única semelhança era o hábito de assistir TV conosco. Até macho o cachorrinho era.
Toda vez que eu e minha irmã sentávamos no sofá começávamos a rir e o único comentário, quando minha mãe estava ausente, claro, era: É, a Keka. E saber que o cachorrinho foi chegar lá em casa por engano, meu pai juntou vários objetos e mandou em uma caixa pelo correio, ele veio no pacote e nunca foi tão amado pela minha mãe. Era como se fosse um cachorrinho que caiu da mudança.
O tempo passou e minha mãe se foi também. No dia seguinte a despedida, fizemos o mesmo comentário, porém sem nenhum riso. Não tivemos coragem de tirar a Keka dali, o cão de caça não lembrava apenas uma yorkshire mais, carregava momentos com minha mãe, simples, porém que eram nossos com ela. Também não tivemos coragem de desobedecê-la. O cão de caça americano tornou-se a peça mais cheia de significado da nossa decoração e nunca irá sair de frente da TV!
Com os meus irmãos era diferente. Uma vez escondi um porta-retrato de gosto duvidoso dado por um deles. Minha mãe não reclamou, não voltou o porta-retrato para o lugar; confessou que também não gostava, que a peça só estava ali para não decepcionar os meninos.
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| A melhor companheira canina |
Porém, uma vez ela errou feio. Colocou um cão de plástico pequenininho virado para a TV, não tem nem cinco centímetros, mas destoa de todo resto. Eu podia jurar que o brinquedo estava no rack por engano. Falei em tom de brincadeira que iria guardar, minha irmã concordou, mas minha mãe... Ah, ela não aceitou, soou como uma ofensa. Disse que nunca podia deixar nada do jeito dela na própria casa. E para me desarmar de vez falou que aquele cachorrinho era a Keka, uma cadelinha que era o xodó da casa e havia morrido há um tempo. Eu e minha irmã concordamos, porém foi impossível conter o riso. A Keka era uma yorkshire de três quilos, o cão de plástico era um cachorro de caça americano e até usava chapéu. A única semelhança era o hábito de assistir TV conosco. Até macho o cachorrinho era.
Toda vez que eu e minha irmã sentávamos no sofá começávamos a rir e o único comentário, quando minha mãe estava ausente, claro, era: É, a Keka. E saber que o cachorrinho foi chegar lá em casa por engano, meu pai juntou vários objetos e mandou em uma caixa pelo correio, ele veio no pacote e nunca foi tão amado pela minha mãe. Era como se fosse um cachorrinho que caiu da mudança.
O tempo passou e minha mãe se foi também. No dia seguinte a despedida, fizemos o mesmo comentário, porém sem nenhum riso. Não tivemos coragem de tirar a Keka dali, o cão de caça não lembrava apenas uma yorkshire mais, carregava momentos com minha mãe, simples, porém que eram nossos com ela. Também não tivemos coragem de desobedecê-la. O cão de caça americano tornou-se a peça mais cheia de significado da nossa decoração e nunca irá sair de frente da TV!
Sobre o texto:
Publicado no caderno especial de decoração do Jornal Agora. Estava guardado, na minha pasta de crônicas inéditas e quando fui revisar as matérias vi que era o momento de publicá-lo. Gosto de escrever sobre o que desejo que nunca se vá, mesmo com as leis da vida. E aí está.
Outros posts sobre minha mãe e de pessoas que são eternas:
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Descobertas depois do sim
O casamento mudou o meu dicionário. Casa, diálogo, carinho, amor e tantas outras palavras ganharam novos significados depois que eu disse o maior SIM da minha vida. Muitos já haviam me contado sobre as mudanças, mas só sabe de verdade quem caminhou até o altar.
Eu descobri que minha casa é o melhor lugar do mundo. Eu já gostava da casa dos meus pais, do sítio da minha vó e das inúmeras repúblicas que morei (um pouco menos do que das demais). Porém, nada se compara ao meu apartamento. Às vezes até dispenso saídas para poder curtir mais o meu espaço. Vivo um caso de amor com o meu lar. Não me importo de passar os finais de semana na faxina e acho muitos sábados no sofá melhores do que em festas.
Eu descobri que minha casa é o melhor lugar do mundo. Eu já gostava da casa dos meus pais, do sítio da minha vó e das inúmeras repúblicas que morei (um pouco menos do que das demais). Porém, nada se compara ao meu apartamento. Às vezes até dispenso saídas para poder curtir mais o meu espaço. Vivo um caso de amor com o meu lar. Não me importo de passar os finais de semana na faxina e acho muitos sábados no sofá melhores do que em festas.
Tirar poeira, lavar banheiros, cozinhar... É muito diferente das escalas de limpeza das repúblicas ou do que minha mãe pedia para eu fazer. Tudo, antes, era quase que uma imposição, agora é uma forma de deixar minha casa ainda mais gostosa, seja com cheirinho de limpeza ou com o aroma de uma comidinha que acabei de aprender.
Isso sem falar nas compras para casa. Pode ser um jogo de copos, de cama ou um móvel lindo. Pode ter sido comprado na loja de R$ 1,99 ou no lugar mais caro da cidade, eu chego, coloco no lugar e vivo um eterno namoro com o novo item.
Dá gosto ver a casa ficar com a nossa cara aos poucos. Chego a ficar emocionada quando noto que meus cactos cresceram e com o desabrochar de uma flor, ainda mais porque muitas só nos presenteiam uma vez ao ano. Às vezes, é preciso regá-las todo dia para ter mais cor por menos de uma semana e isso basta.
E para ter paz no lar a gente aprende a conversar o tempo todo. Falar com o namorado e com o marido é bem diferente. Um casal de namorados não divide contas da casa, não escolhe um móvel juntos, pode ir embora quando um não está de bom humor e até inventar uma desculpa para não encontrá-lo. Marido e mulher não. Para dar certo só tem um jeito: saber conversar e até se calar.
O homem e a mulher vão chegar sem hora marcada. Um pode chegar estressado do trabalho, disposto a praguejar por horas. É preciso estar de ouvidos atentos ou pelo menos ser capaz de respeitar as lágrimas e o silêncio do outro quando o dia estiver pesado demais.
Carinho de casal que divide o mesmo teto, delícias e aborrecimentos também tem outro significado. Quando marcamos de ver o namorado nos arrumamos, temos todo tempo do mundo para ele durante o encontro. Marido não, está em casa todo dia e compartilha a pia de louça para lavar, as contas a vencer. Para as mulheres e homens que trabalham demais, como eu e meu marido, ainda é preciso entender o tempo do outro. Existem aqueles que não finalizam a jornada na sexta, 18h. É o caso do meu marido. Eu tenho home office, meu trabalho vai além do que faço na empresa. Passo inúmeros domingos no meu escritório ou na casa do meu pai e até em festas, sem ele por causa do expediente nos finais de semana.
Ser carinhoso com o par, em meio a tantas obrigações, nem sempre é fácil. Entretanto, é ainda mais necessário. A rotina não vai mudar, as tarefas vão continuar a ser suas. Mas um beijo, um toque, uma palavra doce nos deixam mais fortes para encarar o dia a dia, mais calmos e felizes.
E o amor eu descobri que é muito mais do que quando a gente namorava. E ele é posto a prova cotidianamente. Tem que continuar a ser gostoso na rotina e encontrar um espaço para nos surpreender de vez em quando. O melhor de tudo é que não é difícil ver que melhor que a sensação de quem acaba de se apaixonar é a liberdade que o amor nos traz com os dias. Saber que podemos ficar a vontade com o outro, com qualquer humor, com choro ou sorrisos, embriagados em uma festa ou sacudidos pela realidade da vida faz tudo valer a pena!
Casar é descobrir novos significados, não só para as palavras, mas para o que sentimos, para a vida.
Outros textos sobre o tema:
- O momento certo para dizer sim
domingo, 20 de julho de 2014
Caminhos da amizade
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| Apesar de percorrerem caminhos diferentes, as amizades sempre se encontram no coração |
Nosso distanciamento foi natural, como é normal perdermos de vista os amigos da infância, adolescência, faculdade ou vida adulta…
Complicado é entendermos que faz parte que eles desapareçam e, ao mesmo tempo, se encontrem em outros horizontes. Acredito que temos dificuldade de entender porque queremos aquelas conversas, carinho e passeios que nos fizeram tão bem um dia para sempre. Porém, os caminhos são quase sempre diferentes.
Verdade que alguns poucos nunca se mudaram da minha terra natal, mas mudaram com os anos. Outros percorreram o mundo e ainda têm a mesma sintonia que eu. Basta nos esbarrarmos que a prosa invade a tarde e a pessoa passa a ser minha confidente como se nos víssemos todos os dias. E ela vai embora, como deve ser, com todos os meus segredos e parte de mim.
Assim me sinto um pouco sozinha ao ter que enfrentar a vida de gente grande. O mundo do trabalho não é como os tempos da escola. Não sei se são as metas e todas as faces cruéis do mundo corporativo, sei que quando estudante, principalmente nas fases iniciais, eu fazia muito mais amigos. Talvez por isso eu me sinta mais só quando o expediente termina do que quando o sinal avisava que a aula tinha chegado ao fim. Hoje entendo que é mais difícil criarmos laços, boa parte da ingenuidade se perdeu com o tempo. Ficamos mais seletivos, desconfiados….
Já fiquei triste, mas agora entendo que sou mais sozinha por não ter companhia para brincar na praça ou tomar um lanche sempre, porém não sou solitária. Toda essa gente que um dia não desgrudava de mim ainda faz parte de quem eu sou. Embora eu tenha tentado deixar alguns mais perto sem conseguir percebi que é a frequência que no momento não é a mesma. Talvez algum dia voltemos a nos ver mais. Nem assim acho que foi em vão, eu tive amigo que conviveu comigo por um dia, anos e outros que seguem por perto desde sempre.
Ouvi falar que amizade é o amor que nunca morre e é mesmo. A presença é que nem sempre é possível, os calendários são diferentes. Mas toda entrega, palavras, brincadeira e programas foram verdadeiros. É a saudade que vive dizendo isto pra mim.
Verdade que alguns poucos nunca se mudaram da minha terra natal, mas mudaram com os anos. Outros percorreram o mundo e ainda têm a mesma sintonia que eu. Basta nos esbarrarmos que a prosa invade a tarde e a pessoa passa a ser minha confidente como se nos víssemos todos os dias. E ela vai embora, como deve ser, com todos os meus segredos e parte de mim.
Assim me sinto um pouco sozinha ao ter que enfrentar a vida de gente grande. O mundo do trabalho não é como os tempos da escola. Não sei se são as metas e todas as faces cruéis do mundo corporativo, sei que quando estudante, principalmente nas fases iniciais, eu fazia muito mais amigos. Talvez por isso eu me sinta mais só quando o expediente termina do que quando o sinal avisava que a aula tinha chegado ao fim. Hoje entendo que é mais difícil criarmos laços, boa parte da ingenuidade se perdeu com o tempo. Ficamos mais seletivos, desconfiados….
Já fiquei triste, mas agora entendo que sou mais sozinha por não ter companhia para brincar na praça ou tomar um lanche sempre, porém não sou solitária. Toda essa gente que um dia não desgrudava de mim ainda faz parte de quem eu sou. Embora eu tenha tentado deixar alguns mais perto sem conseguir percebi que é a frequência que no momento não é a mesma. Talvez algum dia voltemos a nos ver mais. Nem assim acho que foi em vão, eu tive amigo que conviveu comigo por um dia, anos e outros que seguem por perto desde sempre.
Ouvi falar que amizade é o amor que nunca morre e é mesmo. A presença é que nem sempre é possível, os calendários são diferentes. Mas toda entrega, palavras, brincadeira e programas foram verdadeiros. É a saudade que vive dizendo isto pra mim.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Artigo para blog de um médico consultor de empresas
Redigido para Frederico Porto, um médico psiquiatra que usa conhecimentos científicos para dar consultorias em grandes empresas, como Rede Globo, Vale, Gerdau e outras.
Uma explicação científica do porquê as pessoas defendem as marcas
A ciência mostra que aqueles que acreditam que fazem escolhas baseadas em argumentos lógicos estão enganados. As pessoas com danos cerebrais nos centros que controlam a emoção não conseguem decidir questões simples, como qual cereal comprar. Elas ficam paralisadas diante das opções, contemplam os itens disponíveis, as características que possuem, mas não selecionam por não possuírem conexão emotiva com nada. Assim, pode-se concluir que o momento da escolha é totalmente emocional.
Mas o que determina os elementos que tocam mais a nossa emoção e influenciam nossas decisões?
Há uma série de tendências cognitivas que nos fazem acreditar que um produto ou marca é melhor que outro. As ideias associadas a eles é uma delas. Não é a toa que a propaganda é considerada a alma do negócio, já que tem como uma das responsabilidades cuidar de conceitos de produtos, marcas. E ela é mais antiga do que se imagina. Em 1877 criou-se a família Quaker, que vem até hoje estampada na caixa da Aveia Quaker, que seria a responsável por produzi-la. A intenção da empresa é que o produto fosse associado a confiança e honestidade. A família nunca existiu, já a associação de confiança e honestidade foi real, conquistou adeptos.
Prova de que as criações do marketing funcionam são os testes cegos. Em experiências na Universidade de Baylor, as pessoas recebiam Coca-Cola e Pepsi em copos sem identificação. A tomografia realizada durante a degustação indicava que muitos preferiam a Pepsi, mas quando avisados de que estavam tomando o refrigerante, ainda passando pelo exame, o cérebro embaralhava os sinais do prazer e amortecia-os. Além disso, essas pessoas diziam que sempre preferiram Coca-Cola . Isso acontece porque a mística sobre determinadas marcas influenciam até os sentidos podendo modificá-los só de sabermos que desfrutamos de algo produzido por uma certa empresa.
Com produtos que fogem da categoria alimentar o que acontece é uma defesa ainda mais visível das marcas. Certamente você já presenciou um debate sobre do tipo – o que é melhor do Apple ou Microsoft? Quem possui produtos da marca de Steve Jobs encontra falhas nos de Bill Gates e vice-versa. Nem as propagandas de ambos se preocupam em exaltar as qualidades técnicas, preferem falar sobre o perfil de pessoa que costuma comprá-los. Mas após a aquisição procuramos vantagens para mostrar que o nosso é melhor. É a necessidade de autoafirmação, o ego.
Dessa forma, ao vender algo pense no público que deseja atingir e quais ideias quer associar ao produto e ou serviço. É claro que a qualidade é um quesito importante, mas outros podem oferecer boas mercadorias e serviços parecidos. Em um mundo repleto de opções uma boa forma de diferenciar-se é esta, pela emoção. Aproveite!
Dessa forma, ao vender algo pense no público que deseja atingir e quais ideias quer associar ao produto e ou serviço. É claro que a qualidade é um quesito importante, mas outros podem oferecer boas mercadorias e serviços parecidos. Em um mundo repleto de opções uma boa forma de diferenciar-se é esta, pela emoção. Aproveite!
Postagem para blog de marca de utensílios domésticos e presentes
Artigo elaborado para o blog da Divina Panela, referência de utensílios para casa e presentes.
Então, o que fazer?
O ideal é elaborar uma lista equilibrada, que tenha tanto presentes mais simples quanto mais elaborados. Afinal, uma casa precisa de copos, talheres, pratos bem como de televisores, máquina de lavar e outros. Uma lista abrangente com certeza vai atender tanto quem quer dar uma lembrancinha aos noivos quanto quem quer comprar um presentão. Dessa forma, todos ganham, os convidados que adequam os presentes ao bolso e o casal que terá uma casa com tudo que é necessário.
Outra dica valiosa – em vez de pegar uma lista pronta com alguém que já tenha se casado ou na internet os noivos devem usá-los apenas como base e fazer adaptações de acordo com o estilo do casal. Noivos que gostam de preparar drinks em casa, por exemplo, podem adicionar um Kit de caipirinha, o que provavelmente não será encontrado em nenhuma lista padrão.
A Divina Panela tem produtos variados, bonitos e com preços de todos os tipos que vão agradar a todos. Em breve será possível elaborar a lista em nosso site. Enquanto você espera deixe a lista na loja física.
Dar e receber presentes de casamento é uma tradição e a Divina Panela sabe como te ajudar!
Matéria publicada em jornal paulista
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| Texto foi publicada no "Jornal da Terra", de Piedade, São Paulo |
Arquiteta de Piedade é destaque em programa de TV
Taís Rolim apresentou o projeto de uma casa na Represa de Itupararanga.
Foco da reforma foi a iluminação e a paisagem natural do local.
O talento de uma arquiteta piedadense foi destaque no programa Contemporrânea, apresentado por Zí Cossermelli, em meados de março. Taís Rolim mostrou o resultado da reforma de uma casa às margens da Represa de Itupararanga, um belo refúgio de uma família paulistana desenhado há 15 anos pelo proprietário e que nunca havia sido modificado. Na entrevista com Zi, Taís contou como foi reformar a casa de campo aproveitando a beleza do local e as particularidades do cliente.
“A residência é de uma pessoa iluminada e isto refletiu no trabalho”, justifica ao dizer que a casa era muito escura e que iluminou-a, fazendo que ela ficasse mais parecida com a dona . Além de clarear, os vidros tiveram a função de valorizar paisagem, há cômodos em que as paredes são vidraças, o que garante que a vista seja sempre contemplada, faça chuva ou sol. Outra característica que chama a atenção é a pintura avermelhada. Segundo a arquiteta, a tonalidade foi um pedido da cliente, que tinha como intenção deixar o ambiente mais alegre.
Um trabalho em madeiramento deixou a casa ainda mais acolhedora, o marceneiro foi caprichoso e exigiu a dedicação exclusiva dele de meses, o que garantiu a aparência artesanal rústica.Como reforma significa dar nova forma ao que já existe, nem tudo foi trocado, a maior da mobília foi aproveitada. “Alguns móveis foram retirados, pois a casa é de final de semana e não precisava de certos itens”, diz Taís. Ela conta ainda que complementou o design do interior da residência com uma linda decoração.
A entrevistadora Zí Cossermelli ficou tão impressionada com a casa de campo que afirmou: “Ficou tão bonito que não dá vontade de ir embora, o nome deste lugar deveria ser bem vindo!”, afirmou encantada. Ciente do belo trabalho que fez, a arquiteta Taís Rolim respondeu - “Nem eu quero sair”. Se ainda te resta alguma dúvida se isto é verdade, assista a matéria completa no canal TV Contemporânea do YouTube, as imagens confirmam as palavras de Zi e da arquiteta.
Conheça Taís Rolim
Com aproximadamente dez anos de experiência, a piedadense é proprietária de uma empresa especializada em arquitetura e urbanismo. Taís executa projetos em diversas cidades, principalmente no interior de São Paulo e em Minas Gerais, sempre com criatividade e bom gosto.
Mais informações sobre a profissional e as novidades na carreira dela podem ser vistas na FanPage: Taís Rolim - Arquitetura e Urbanismo
Texto sobre processos de estamparia para o blog da W3 Uniformes
Há cerca de um ano e meio comecei um trabalho de produção de conteúdo e gerenciamento de redes sociais para a W3 Uniformes. A marca tem mais de 10 anos de mercado e é uma das mais reconhecidas do estado de Minas Gerais no setor. O blog foi feito para compartilhar novidades da área e dar dicas úteis para o público. Um dos que produzi fala sobre três processos de estamparia, confira:
Sublimação, silk e bordado: características dos principais processos de estamparia
Alguns uniformes pedem mais do que bom corte e tecidos de qualidade. É preciso que neles estejam presentes elementos próprios e às vezes únicos da organização que irá vesti-lo, como logomarcas, símbolos, mascotes. É aí que entram os processos de estamparia, para ajudar a deixar as peças alinhadas com a identidade visual das empresas ou ainda com algum objetivo específico de uma campanha, evento e outros.
Para estampar nas peças o que as organizações desejam comunicar aos seus públicos há alguns processos de estamparia, a W3 utiliza os principais e te conta como são:
Sublimação: a característica mais marcante é que as peças produzidas através deste processo são muito resistentes a lavagem, arranhões e temperaturas extremas como quente e frio. No entanto, a técnica só pode ser feita em tecidos de poliéster.
É utilizada uma impressora adaptada a uma tinta própria para o tecido, a sublimática, para imprimir o desenho. Para estampar a peça é usada uma máquina de estampar/prensa térmica. O processo é parecido com o transfer, utiliza calor e pressão, mas tem a vantagem de a estampa aderir ao tecido em vez de grudar apenas. Assim, o desenho não descasca como acontece comumente com peças que recebem aplicação de transfer.
Silk Screen,Serigrafia ou simplesmente Silk: é um processo de impressão a base de tinta, no qual é utilizado uma tela para cada cor desejada. Dessa forma, se a estampa tiver cinco cores, serão usadas cinco telas. Na W3 Uniformes, é utilizada a tinta a base d’água, material ecologicamente correto e que não deixa nada a desejar para as tintas tradicionais. A durabilidade da estampa nas roupas, sem desbotar, também é alta.
Bordado: ideal para peças que precisam de aplicações mais delicadas e elegantes. O processo dispensa explicações e o resultado é lindo.
Qual é a melhor forma de estampar minhas peças – com silk, sublimação ou bordado? Depende da sua necessidade, de qual tecido irá usar também. A W3 está a disposição para discutir com você qual a opção mais indicada. Entre em contato conosco!
Mais textos que fiz para o cliente em - http://w3uniformes.com.br/blog/
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Amor (im)perfeito
Foi assim comigo, me recusava a conhecer meu marido porque o descreviam como tímido e sistemático. Fugi, mas o destino nos juntou. Nem me lembrava que ele era o rapaz que um amigo queria apresentar. Tive uma boa primeira impressão, entretanto não considerava a ideia de namorar por causa de "defeitos" que eu não aceitava. Até disse em tom de brincadeira, porém funcionou, que não queria saber de tímido. Ele falou que pelo menos comigo não deixaria que a timidez aparecesse.
Ao longo dos anos descobri dezenas de defeitos e outras tantas qualidades que não estavam nos planos. Ele também viu em mim coisas que não gostou. E nunca nos calamos diante do que desagrada. Aí nos ajustamos todo dia, pois temos a oportunidade de refletir com as observações. Claro que não mudamos tudo, isto nos anularia.
Para mim é isso - a gente não chega pronto, não é feito para ninguém, mas nos moldamos. E quem ganha não é só o par, mas todos, pois nos tornamos melhores e mais felizes para o mundo.
Sobre o texto Publicado originalmente na edição especial de Dia dos Namorados do Jornal Agora.
Leia também
O momento certo para dizer sim
Quando eu te amo é bom dia
quinta-feira, 8 de maio de 2014
O momento certo para dizer sim
Certa vez, o poetinha disse que amar é querer ficar perto se longe; e ainda mais perto, se perto. Foi bem assim comigo. Comecei minha história separada por 180 Km, depois reduzi a uns míseros quarteirões e de repente me vi antecipando os planos do casório, pois eu ainda sofria de lonjuras. Dessas que fazem o relógio caminhar devagar e o corpo perder a capacidade de realizar outra ação a não ser conferir o celular e ficar imóvel no sofá esperando ele ligar.
Geralmente, esses planos só começam quando o casal – ou pelo menos um deles (o homem, dizem) – ganha muito bem. É o que acontece no meu ciclo de convivência. Contrariei, ou melhor, assustei muita gente quando disse que iria me casar sem preencher esse pré-requisito. Considero irracional adiar a união porque não tenho dinheiro para passar a viver com muito mais conforto do que antes da vida de casada.
Tudo que eu tinha na época, e continuo tendo, é uma renda mensal suficiente para pagar as contas do mês com a ajuda do meu marido. O que sobra mesmo é a vontade de ficar junto, de construir uma vida a dois no sentido mais amplo da expressão. E eu não me arrependo de ter dito sim bem antes do que eu mesma previa.
Acredito que casamento não é uma divisão que marca o início de uma era financeira, que temos, por decreto, que viver com muito luxo e conforto. Para mim, é o início de uma etapa de lutas com alguém ao lado para dar apoio, dissolver os medos, dividir as alegrias e aflições. Batalhar ao lado de quem amamos, nos apóia e entende é bem menos penoso do que ficar sozinho, bordando enxovais e adiando datas.
É sim um marco, entretanto afetivo. Por isso, como toda noiva, não abri mão de dizer sim de forma bonita e com festa. Foi bem simples, porém os detalhes foram pensados cuidadosamente. Foi o suficiente para celebrar nossa alegria com os amigos e familiares. De lá para cá é isto que continuamos fazendo, comemorando cada dia que dormimos e acordamos juntos. Claro que celebramos também as conquistas profissionais, financeiras.
A rotina e o tempo deixam a certeza de que fizemos a escolha certa. Decisão digna para renovarmos os votos para agradecer as bênçãos e festejar com quem faz parte desta felicidade.
Geralmente, esses planos só começam quando o casal – ou pelo menos um deles (o homem, dizem) – ganha muito bem. É o que acontece no meu ciclo de convivência. Contrariei, ou melhor, assustei muita gente quando disse que iria me casar sem preencher esse pré-requisito. Considero irracional adiar a união porque não tenho dinheiro para passar a viver com muito mais conforto do que antes da vida de casada.
Tudo que eu tinha na época, e continuo tendo, é uma renda mensal suficiente para pagar as contas do mês com a ajuda do meu marido. O que sobra mesmo é a vontade de ficar junto, de construir uma vida a dois no sentido mais amplo da expressão. E eu não me arrependo de ter dito sim bem antes do que eu mesma previa.
Acredito que casamento não é uma divisão que marca o início de uma era financeira, que temos, por decreto, que viver com muito luxo e conforto. Para mim, é o início de uma etapa de lutas com alguém ao lado para dar apoio, dissolver os medos, dividir as alegrias e aflições. Batalhar ao lado de quem amamos, nos apóia e entende é bem menos penoso do que ficar sozinho, bordando enxovais e adiando datas.
É sim um marco, entretanto afetivo. Por isso, como toda noiva, não abri mão de dizer sim de forma bonita e com festa. Foi bem simples, porém os detalhes foram pensados cuidadosamente. Foi o suficiente para celebrar nossa alegria com os amigos e familiares. De lá para cá é isto que continuamos fazendo, comemorando cada dia que dormimos e acordamos juntos. Claro que celebramos também as conquistas profissionais, financeiras.
A rotina e o tempo deixam a certeza de que fizemos a escolha certa. Decisão digna para renovarmos os votos para agradecer as bênçãos e festejar com quem faz parte desta felicidade.
Sobre o texto
Publicado originalmente no Caderno de Noivas do Jornal Agora, no dia 30 de abril. Tinha sido escrito há tempos, mas ficou guardado até surgir o convite. Estou assim, um pouco tímida com meus textos literários, pois sou autobiográfica ao extremo e ao mesmo tempo gosto de preservar a minha vida. Mas a produção não para, aos poucos vou selecionando o que será postado e o que fica como desabafo e registro pessoal.
Publicado originalmente no Caderno de Noivas do Jornal Agora, no dia 30 de abril. Tinha sido escrito há tempos, mas ficou guardado até surgir o convite. Estou assim, um pouco tímida com meus textos literários, pois sou autobiográfica ao extremo e ao mesmo tempo gosto de preservar a minha vida. Mas a produção não para, aos poucos vou selecionando o que será postado e o que fica como desabafo e registro pessoal.
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
Escrevo sobre 2013 quando as conclusões sobre o ano que passou já desapareceram e todos já olham para 2014. Sei quem teve um ano bom, ruim, horrível... Eu não posso dizer nada disso sobre o meu ano. Aconteceram coisas boas, ruins e horríveis, mas nenhuma dessas palavras dão conta de 2013. Talvez porque esse ano atravessou a minha vida.
Vivi o início e o fim de tantas fases, porém sinto que nada acabou nem começou exatamente em algum dia e hora marcada. Na verdade, sou agora todas as viradas dos meus 26 anos. Sou e deixei de ser todos os segundos que se passaram. Cheguei a esta conclusão há pouco tempo.
É tudo culpa de 2013, ano que poderia ter sido dois, três, tranquilamente. Digo isso porque em 2010, 2011, 1990 ou em outro qualquer o tempo parecia vir macio, apesar dos percalços que toda pessoa enfrenta. 2013 chegou como uma avalanche. Mostrou que eu tenho força para conseguir o que quero e força para suportar o que Deus leva da gente. Em 2013 eu disse e ouvi o sim mais bonito, e chorei por não ter os olhos da minha mãe para testemunhá-los. Vi meu lar mais vazio e ao mesmo tempo construi o meu canto. Tive amigos por perto e outros nem tanto.
2013 foi assim, bom e ruim, alegre e triste. 2013 foi como a vida é.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Sou toda saudade
Eu poderia te deixar apenas na memória, não encontrar com você pelos cantos, levar tudo que é seu para onde os olhos não alcancem. Se lembrar de ti não tivesse se tornado uma necessidade tudo já estaria longe. Mas agora o certo, concreto mesmo, é só a lembrança, é assim que ainda está aqui, pelo menos de forma visível. Por isso, não deixo de reler a carta que deixou, de ver as suas fotos e de revisitar cada história que vivemos, mesmo com dor.
Construí até de um museu na alma, na minha casa e em meu guarda-roupa depois que partiu. Sons, cores e sabores nossos no espírito; fotos nos álbuns e o quadro com seu sorriso na minha estante; roupas ainda com seu cheiro misturadas as minhas no armário. Eu te deixo assim, espalhada, mesmo que a saudade pareça insuportável quando fico frente a frente com você.
Ainda vou conseguir sorrir quando olhar para dentro de mim, quando eu ver o seu sorriso emoldurado nos porta-retratos, não sem saudade. Não quero esquecer, não quero ir para um “lugar que não exista um pensamento em você”. Só desejo acomodar minhas lembranças de um jeito que a dor não chegue antes da alegria de ter ficado a vida toda do seu lado.
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| Um dia vai ser assim |
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A JovenZinha
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| Zinha, a mocinha da história |
O problema é que os filhos, também cheios de compromissos, não podem leva-lá em todos os lugares que ela quer ir. Bem, este é um problema deles, não dela. Zinha não tem medo de pedir carona na beira da estrada, se aventura nos ônibus e até na garupa de mototaxistas. E foi exatamente a carona com desconhecidos e a garupa de moto que preocupou os filhos. Noêmia, a filha mais brava, proibiu a forrozeira de pegar moto táxi.
“Tá bem minha filha, prometo que não faço isso mais, só vou de ônibus ou com gente conhecida”.
Mas Zinha não manteve a palavra. Um dia depois da proibição ela chegou atrasada na rodoviária. Ah, perder o forró de Nova Serrana é que ela não ia. E tinha outra coisa, a mais velha da história era ela e não os filhos, eram eles que deviam respeitá-la. Assim ela foi, se protegeu com o capacete, agarrou-se na cintura do motoqueiro e ainda teve o cuidado de passar os óculos para o mototaxista.
Zinha dançou a noite toda e fez questão de contar na manhã seguinte como a festa tinha sido animada. Ninguém duvidou da palavra da mãe, que afirmou, jurou de pés juntos, que tinha pegado o último ônibus para Nova Serrana.
Na verdade, chegou o dia do revide. Zinha já havia escutado inúmeras mentirinhas dos filhos. A maioria, como a que ela tinha contado, era inocente, só para poder se divertir mais, ficar na rua, brincando. Porém, a verdade não esperou nem o jantar. A mentira tinha pernas tão curtas quanto os óculos dela. Junto com o mototaxista a verdade encontrou Noêmia, por acaso, na rua.
“Ei dona, a senhora é filha da Zinha?”, perguntou mesmo já sabendo a resposta.
“Sou sim, por quê?”
“Entrega, por favor, esses óculos pra ela. Esqueceu comigo ontem, quando levei ela no Forró de Nova Serrana”.
A filha teve uma conversa com a mãe, daquelas que começam com “Êh, mãe!”. Zinha fez carinha triste, de arrependida, jurou que nunca mais iria montar em uma garupa de moto. E se ela fez isso de novo, desta vez ela tomou mais cuidado, nunca mais esqueceu nada com motoristas desconhecidos ou com quem pilotava a moto. A certeza que tenho mesmo é que ela continua, até hoje, a ir nos forrós e todas as outras festas com a mesma alegria de sempre.
“Ei dona, a senhora é filha da Zinha?”, perguntou mesmo já sabendo a resposta.
“Sou sim, por quê?”
“Entrega, por favor, esses óculos pra ela. Esqueceu comigo ontem, quando levei ela no Forró de Nova Serrana”.
A filha teve uma conversa com a mãe, daquelas que começam com “Êh, mãe!”. Zinha fez carinha triste, de arrependida, jurou que nunca mais iria montar em uma garupa de moto. E se ela fez isso de novo, desta vez ela tomou mais cuidado, nunca mais esqueceu nada com motoristas desconhecidos ou com quem pilotava a moto. A certeza que tenho mesmo é que ela continua, até hoje, a ir nos forrós e todas as outras festas com a mesma alegria de sempre.
Sobre o texto:
Contei este causo no projeto Nascente de Histórias. Quem estava no dia adorou, disseram até que queriam conhecer a Tia Zinha. Mas antes que alguém da família fique bravo comigo, quero esclarecer que apenas me baseei no que ouvi, me permiti criar a partir do que escutei algumas vezes, pois acho o episódio muito legal. Assim, sei que nem tudo aconteceu igual eu relatei.
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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
O dia que a arte dissolveu o medo
As mãos de Rose e Zé Ricardo raramente se soltam. Pode até existir gente que pense que o entrelaçar constante de dedos seja por causa de Zé ser cego há 22 anos dos 44 que já viveu. Mas eu acho, acho não, tenho certeza, que eles não se desgrudam nunca é por causa do amor. Sorridente, com sorrisos verdadeiros que parecem permanentes, Zé não deixa dúvidas.
Também acho que é por isso mesmo que ele e Rose encontraram no riso a solução para conseguir resolver um problema que mudará a vida de Zé. Qual problema? José Ricardo esperou pelo transplante de rim e pâncreas por anos. Mas quando os órgãos enfim apareceram não havia sangue suficiente para realizar a cirurgia. O rim e o pâncreas foram para o lixo e José voltou para a fila. Porém, graças a Deus, novos órgãos já apareceram.
Desta vez, Rose e Zé Ricardo estão em campanha pela doação de sangue. TVs, rádios, jornais de papel, todo mundo noticiou a história e pediu que a cidade fosse ao Hemominas doar.
E Zé foi pessoalmente lá, acompanhado dos Doutores Palhaços de Divinópolis, que decidiram dar uma forcinha. Ao seu sorriso juntaram-se vários outros, os de toda aquela turma de clowns... Rose também foi feliz, porém o medo tomou conta do riso. Com certeza, ela não imaginava que um dia na vida iria se pintar, colocar nariz vermelho e fazer várias gracinhas. Quanta ansiedade! É claro que o Zé percebeu, tantos anos de convivência, de amor e de cuidado, não deixam que nenhuma sensação do outro seja perdida.
Rose parecia decorar uma casca de ovo ao pintar o rosto, de tanto nervosismo. Apesar de toda euforia e descontração dos palhaços, o medo não passava. Mas um daqueles palhacinhos decidiu mudar essa história. Sem medo, ele disse: “Ei, tá com medo de ficar branca?”. A resposta de Rose veio em forma de gargalhada e de coragem. Por causa da brincadeira ,que até dissolveu o medo de Rose, ela até ganhou o nome de Palhaça Clara, pois no mundo dos palhaços todo mundo ganha um novo nome.
Depois disso, a missão se cumpriu. Todos aqueles palhacinhos pediram que quem fosse doar voluntariamente doasse para o José Ricardo Machado Gonçalves. Quem já havia dito que não iria dar o sangue para ninguém específico até voltou na moça e deu o nome completo dele. O melhor, foi gravado um documentário que já está no YouTube para todo mundo continuar a doar.
Agora, duvido que vai faltar sangue pro Zé. Ele vai continuar a andar por muitos anos de mãos dadas com a Rose, só que com mais saúde. Aliás, ele vai ganhar um rim, um pâncreas e já ganhou uma mulher palhaça. Ela já aprendeu diretinho com aqueles doutores. Rose até me disse que foi um dia que começou com medo, mas que acabou com muita merda!
Desta vez, Rose e Zé Ricardo estão em campanha pela doação de sangue. TVs, rádios, jornais de papel, todo mundo noticiou a história e pediu que a cidade fosse ao Hemominas doar.
E Zé foi pessoalmente lá, acompanhado dos Doutores Palhaços de Divinópolis, que decidiram dar uma forcinha. Ao seu sorriso juntaram-se vários outros, os de toda aquela turma de clowns... Rose também foi feliz, porém o medo tomou conta do riso. Com certeza, ela não imaginava que um dia na vida iria se pintar, colocar nariz vermelho e fazer várias gracinhas. Quanta ansiedade! É claro que o Zé percebeu, tantos anos de convivência, de amor e de cuidado, não deixam que nenhuma sensação do outro seja perdida.
Rose parecia decorar uma casca de ovo ao pintar o rosto, de tanto nervosismo. Apesar de toda euforia e descontração dos palhaços, o medo não passava. Mas um daqueles palhacinhos decidiu mudar essa história. Sem medo, ele disse: “Ei, tá com medo de ficar branca?”. A resposta de Rose veio em forma de gargalhada e de coragem. Por causa da brincadeira ,que até dissolveu o medo de Rose, ela até ganhou o nome de Palhaça Clara, pois no mundo dos palhaços todo mundo ganha um novo nome.
Depois disso, a missão se cumpriu. Todos aqueles palhacinhos pediram que quem fosse doar voluntariamente doasse para o José Ricardo Machado Gonçalves. Quem já havia dito que não iria dar o sangue para ninguém específico até voltou na moça e deu o nome completo dele. O melhor, foi gravado um documentário que já está no YouTube para todo mundo continuar a doar.
Agora, duvido que vai faltar sangue pro Zé. Ele vai continuar a andar por muitos anos de mãos dadas com a Rose, só que com mais saúde. Aliás, ele vai ganhar um rim, um pâncreas e já ganhou uma mulher palhaça. Ela já aprendeu diretinho com aqueles doutores. Rose até me disse que foi um dia que começou com medo, mas que acabou com muita merda!
Sobre o texto:
Eu vi parte desta história na TV e por "coincidência" conheci a Rose e o Zé Ricardo pessoalmente no projeto "Nascente de Histórias". Fiquei emocionada três vezes, quando soube pela televisão que o José Ricardo não foi transplantado por falta de sangue, quando a Rose me contou esses detalhes lindos e ao passar para o "papel" esta história que terá, em breve, um final feliz. Ela me contou que a qualquer momento o Zé será chamado para realizar o transplante, é o primeiro da lista!
Este texto foi escrito para o projeto de contação de histórias do qual comecei a participar, mas de qualquer forma eu o escreveria.
Doe para o Zé Ricardo!
Para doar para o Zé, é só ir ao Hemominas mais próximo e dizer que o sangue vai para o José Ricardo Machado Gonçalves no Hospital das Clínicas de Belo Horizonte.
Vale qualquer tipo de sangue.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Empreendedoras da Mafalda Comunica afirmam: ser mulher não é um desafio no mundo dos negócios
Há um ano a frente da Mafalda Comunica, as meninas Ayala Melgaço – relações públicas e pós-graduada em produção em mídias sociais – e Natália Boaventura – jornalista e publicitária – já têm muito o que contar. Com apenas 26 anos, elas assumiram todos os riscos e delícias de empreender. Isso em um mundo no qual a pouca idade no corporativismo ainda é vista com desconfiança. E para elas, ser mulher não é considerado um desafio nos negócios.
Confira a entrevista e inspire-se com a histórias dessas mocinhas de sucesso:
Quando e por que decidiram se tornar donas do próprio negócio?
Na verdade, esse nunca foi o propósito de nenhuma das duas. Ayala trabalhava como freelancer e começou a ter uma demanda muito grande de clientes. Resolveu, então, abrir a própria agência especializada em mídias sociais em conjunto com Natália, que já trabalhava nessa área em outra empresa.
Contem de maneira breve a história da Mafalda.
Tudo começou quando Ayala estava em busca do primeiro emprego e, por estar com tempo livre, resolveu investir na parte de comunicação da marca de acessórios recém-lançada por sua família, Nãna Encantada. Ayala optou por focar na comunicação on-line e não poderia dar mais certo. Criou um blog e começou a se relacionar com outras blogueiras de moda de BH. Aos poucos, foi sendo chamada para vários eventos, feiras e a marca ia caindo no gosto popular. As artesãs já não sabiam mais como cumprir tamanha demanda. Foi aí que Ayala decidiu investir em um estudo mais especializado sobre a área de marketing digital e ingressou na pós-graduação. Em pouco tempo, as pessoas que viam seu trabalho para a Nãna Encantada começara a também pedir que ela fizesse o mesmo para outras empresas. As indicações foram surgindo, a clientela aumentando e ela sentiu que precisava dar um passo além: abrir o próprio negócio. Para isso, era necessário o auxílio de alguém competente e de confiança. Então, chamou Natália, que já possuía vasta experiência com mídias sociais por trabalhar nessa área em outra empresa, para ser sua sócia. Assim começou a Mafalda Comunica, que completou um ano no último dia 9 de novembro com 17 clientes. A agência é especializada em Gerenciamento de Mídias Sociais, mas também atua com produção de conteúdo.
E para o futuro, o que planejam conquistar com a empresa?
Se Deus quiser, e Ele tem nos ajudado muito até hoje, vamos conseguir conquistar cada vez mais clientes e fidelizá-los através de um bom trabalho. Também planejamos oferecer novos serviços ligados a outras vertentes da comunicação, explorando
sempre com um olhar bem criativo e peculiar. Um outro projeto futuro é o de promover eventos e cursos sobre a área de mídias sociais.
O que fazem para alcançar estes objetivos?
Chegamos onde estamos porque contamos com a parceria de outras empresas e outros profissionais que simpatizam com os valores e o modelo de negócio da Mafalda Comunica. É por isso que investimos no relacionamento com o mercado e acreditamos que esse compartilhamento de ideias e ideais é que faz surgir grandes projetos. Além disso, os profissionais integrantes da empresa estão sempre procurando se aprimorar no que fazem, estudando as novidades da área e trocando conhecimento.
O nome “Mafalda Comunica” de certa forma mostra que trata-se de uma empresa comandada por mulheres. Vocês pensaram nisso quando o escolheram?
Na verdade, o nome surgiu por um acidente, em uma conversa despretensiosa entre amigas. Durante um brainstorm, Natália queria sugerir Matilde, mas, talvez pelo destino, acabou dizendo, por engano, Mafalda. O nome se encaixou perfeitamente na nossa ideia inicial, de que o nome fosse feminino, afinal, tudo na Mafalda Comunica tem a nossa essência, nosso toque. Além de ser sonoro, o nome refletiu também nossa personalidade, já que a personagem Mafalda, do Quino, nossa grande inspiração, é questionadora, revolucionária e criativa. O Comunica veio porque queríamos justamente fugir do comum que o termo “comunicação” traz. O verbo comunica abre espaço para outras interpretações, não menos comprometidas, mas com a descontração que é necessária e inerente ao nosso trabalho.
Existe alguma dificuldade no empreendedorismo enfrentada pelas mulheres?
Acreditamos que, na verdade, a dificuldade está em empreender, independente do sexo. O sistema de tributação das empresas no Brasil não ajuda muito o empreendedor. Tem sofrido modificações, mas ainda impõe muitas dificuldades para quem quer abrir um negócio. Além disso, tivemos dificuldade pela idade e por diversas vezes, acharem que somos mais novas do que realmente somos. Mas, tudo isso é contornado com muito suor, muita batalha e, quando temos a oportunidade de mostrar nosso trabalho, tudo fica mais fácil.
Qual a diferença que as mulheres podem fazer a frente das empresas?
Não defendemos a luta dos gêneros, mas acreditamos que as mulheres têm o equilíbrio entre a firmeza e a doçura, necessárias a qualquer empreendimento. Na verdade, é preciso lidar com pessoas. Negócios são feitos por pessoas e para pessoas.
Qual(is) mulher(es) empreendedora(s) inspiram vocês? Por quê?
A tia Nãna, sem dúvida, é a maior inspiração, não pelo empreendedorismo, mas pela força que demonstrou durante toda sua vida. Fomos inspiradas também pelas mulheres que, por uma enorme felicidade, são também nossas parceiras, que integram o Negócio de Mulher e aAutêntica Moda e Consultoria. Natália também tem grande inspiração na Cilene Impelizieri, sua ex-chefe, que lhe ensinou a se impor e ser grande sem perder a doçura.
Qual o conselho dariam para as mulheres que planejam empreender?
Não se apeguem aos mil motivos que todas temos para postergar um sonho. A vida de uma mulher sempre será permeada por inúmeras tarefas e sempre criarão muitas expectativas e cobranças sobre nós. Mas, a vontade de empreender, de colher os frutos de todo nosso sacrifício, sempre será maior. Não é clichê: não desistam!
Sobre a entrevista:
Produzida original para a plataforma de empreendedorismo e inovação TransforME. Chegou a 100 recomendações no facebook!
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Texto institucional para a Agência Koop
Com sede em Divinópolis, a Agência de publicidade na web Koop é um estúdio de ideias na qual são desenvolvidas soluções para os mais diversos segmentos.
É uma agência que não entrega apenas produtos aos clientes, mas conceito em tecnologia, projetos estratégicos de comunicação na internet pensados a partir do diagnóstico das necessidades e objetivos de cada empresa.
É assim que a Koop leva as empresas e projetos para a internet de maneira eficaz, isso em um mundo em que a presença online é essencial. Seja por meio de sites, gestão em redes sociais, anúncios na web, e-commerce, projetos 3D, dentre outros.
A Koop consegue atender a demanda de quem precisa se posicionar nestas novas e promissoras mídias digitais.
É uma agência que não entrega apenas produtos aos clientes, mas conceito em tecnologia, projetos estratégicos de comunicação na internet pensados a partir do diagnóstico das necessidades e objetivos de cada empresa.
É assim que a Koop leva as empresas e projetos para a internet de maneira eficaz, isso em um mundo em que a presença online é essencial. Seja por meio de sites, gestão em redes sociais, anúncios na web, e-commerce, projetos 3D, dentre outros.
A Koop consegue atender a demanda de quem precisa se posicionar nestas novas e promissoras mídias digitais.
Sobre o texto:
Foi praticamente o meu primeiro trabalho na Koop. Sugeri pequenas mudanças no "Quem Somos" da empresa e o chefe gostou. Taí.
Sou eu que faço a gestão da fanpage da Koop desde o final de outubro, quando comecei a trabalhar na empresa. Vai lá e curte!
Quem precisar de um site e de todo planejamento estratégico na web pode contar com a gente também.
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Bendito é o fruto entre os homens
A vida adora desfazer nossas verdades frouxas e estereótipos sólidos, brinca com nossos pré e pós-conceitos todo dia. Como costumo dizer a um amigo, nossa existência nada mais é do que um eterno “pagar língua”. Vivo isto pela milionésima vez. Sou a “bendito é o fruto” em uma agência! Sim, não fosse eu a empresa seria o Clube do Bolinha. O forte de lá é a programação web, mas mesmo assim.
Quem é da comunicação já entendeu, quem não conhece o meio saiba que a maioria dos comunicólogos e afins na verdade são comunicólogAs, pelo menos os, perdão – as, que eu conheci.
E como me sinto no meio dos rapazes? Na verdade, nunca tive dificuldades em lidar com eles. Até porque acho os amigos homens fantásticos e fui o tipo de menina que brincava de futebol de botão e de campo, fazia trilha de moto bicicleta no quintal do vizinho e o principal, nunca acreditei que as mulheres são melhores ou piores do que os homens. Também não somos iguais, e é exatamente isto que nos faz complementares e necessários uns aos outros.
O que não dá para negar é que o ambiente de trabalho com apenas uma menina é diferente. Eles são maioria e é difícil que eles não falem o que são acostumados só porque estou lá. No cafezinho, mulher, cerveja, videogame e futebol sempre estarão em pauta. Opa, minto! Acredito que eu goste muito mais de futebol do que meus colegas, pelo menos até agora ninguém discutiu o assunto.
Por aí se vê, não dá para generalizar, homem não é tudo igual, eu pagaria língua de novo se fizesse esta afirmação. E não falo só por causa do futebol. Lá, por exemplo, tem um que é mais calado, sei muito da vida do outro(porque ele conta) e o terceiro ouve as histórias dos dois primeiros, sempre com comentários engraçados. Também rolam algumas brincadeiras entre eles que não posso detalhar rs. Eu escuto, dou alguns pitacos e acho tudo muito divertido.
Minha exclusividade não vai durar muito tempo. Os planos é de que no ano que vem seja contratada uma secretária. Aí são eles vão ter que abrir espaço para a pauta feminina no cafezinho. Espero que ela goste de comentar os lances da rodada!
Sobre o texto:
Galera, foi meu segundo texto no "Somos Dessas". Minhas colunas são publicadas às sextas, sempre.
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Ele gosta de pagode
Namorar um tímido é aprender a ficar atenta a cada palavra, gesto e expressão. O tímido não é dado a interrogatórios, perguntar é receber uma, duas palavras. Mas ele também não mente, não omite, pelo contrário, se revela a cada minuto, embora de maneira menos escancarada e forçada do que os extrovertidos. Estar com um tímido é colecionar palavras soltas, respostas que vêm em momentos de distração.
O não tímido revela a música, o time de futebol, os livros que gosta de ler logo nos primeiros dias. Com o tímido é diferente, menos palavras, mais sensações, muitos pontos de interrogação e reticências. Pode ser que essa ficha só se complete após anos de namoro.
Dia desses, descobri uma dessas coisas de primeiro encontro. Fui preparar o almoço e pedi que ele escolhesse a trilha sonora. Eu jurava que no repertório estaria o melhor do sertanejo ou do pop rock. Ledo engano, deu até para fazer batuque na cozinha. E o pagode agora dita o ritmo em várias outras situações. Pagode mesmo, com direito a Péricles, Turma do Pagode e outros.
Mais no início ele havia dito que não gostava de cachorros. Pensei que fosse um "não gostar" normal, afinal qualquer ser humano tem esse direito. O que eu não sabia era que este sentimento era tão intenso. Na verdade, há um pouco de medo nesta história. Na casa da minha avó eu sempre tenho que ir na frente para assegurar que a Fada, a cadela do sítio, não faça nada contra ele. Já ouvi barulhos no meio da noite e ele se negou a levantar, já que ela tem o hábito de dormir na varanda. Sábado ele acordou dizendo que teve um pesadelo com cachorros.
Eu prefiro estar nesta eterna fase de descobertas. Estou livre da monotonia dos extrovertidos, que se revelam de uma vez, sem deixar nenhum mistério para o restante dos dias. Tenho a vida inteira para descobrir detalhes. O principal, o que ele me faz sentir e o que ele sente por mim ficou claro desde o primeiro minuto.
O não tímido revela a música, o time de futebol, os livros que gosta de ler logo nos primeiros dias. Com o tímido é diferente, menos palavras, mais sensações, muitos pontos de interrogação e reticências. Pode ser que essa ficha só se complete após anos de namoro.
Dia desses, descobri uma dessas coisas de primeiro encontro. Fui preparar o almoço e pedi que ele escolhesse a trilha sonora. Eu jurava que no repertório estaria o melhor do sertanejo ou do pop rock. Ledo engano, deu até para fazer batuque na cozinha. E o pagode agora dita o ritmo em várias outras situações. Pagode mesmo, com direito a Péricles, Turma do Pagode e outros.
Mais no início ele havia dito que não gostava de cachorros. Pensei que fosse um "não gostar" normal, afinal qualquer ser humano tem esse direito. O que eu não sabia era que este sentimento era tão intenso. Na verdade, há um pouco de medo nesta história. Na casa da minha avó eu sempre tenho que ir na frente para assegurar que a Fada, a cadela do sítio, não faça nada contra ele. Já ouvi barulhos no meio da noite e ele se negou a levantar, já que ela tem o hábito de dormir na varanda. Sábado ele acordou dizendo que teve um pesadelo com cachorros.
Eu prefiro estar nesta eterna fase de descobertas. Estou livre da monotonia dos extrovertidos, que se revelam de uma vez, sem deixar nenhum mistério para o restante dos dias. Tenho a vida inteira para descobrir detalhes. O principal, o que ele me faz sentir e o que ele sente por mim ficou claro desde o primeiro minuto.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Primeiros de janeiro
Podem até dizer que está muito cedo para retrospectivas. Mas as lojas já se enfeitam para o Natal, pacotes de reveillon estão esgotados e há até quem tenha pagado a viagem do carnaval de 2013. E ainda existe gente que diz que este mundo não passa de dezembro.
Verdade ou não, o que sei é que meu mundinho e 2012 acabou várias vezes ao longo desses quase 12 meses. Meu calendário sempre foi repleto de primeiros de janeiro, mas neste ano, por vezes, acreditei que 21 do 12 é que se repetia. Não consegui esperar um ano para a virada, recomecei em maio, em outubro...
O que havia de concreto se dissolveu no ar, como disse o profeta destes pós-modernos tempos. Não fosse pelo amor, cada vez mais forte e nunca líquido, a profecia teria se cumprido totalmente. Não haveria salvação, eu iria me descafelar com as minhas convicções.
Verdade ou não, o que sei é que meu mundinho e 2012 acabou várias vezes ao longo desses quase 12 meses. Meu calendário sempre foi repleto de primeiros de janeiro, mas neste ano, por vezes, acreditei que 21 do 12 é que se repetia. Não consegui esperar um ano para a virada, recomecei em maio, em outubro...
O que havia de concreto se dissolveu no ar, como disse o profeta destes pós-modernos tempos. Não fosse pelo amor, cada vez mais forte e nunca líquido, a profecia teria se cumprido totalmente. Não haveria salvação, eu iria me descafelar com as minhas convicções.
Neste primeiro de janeiro de novembro me reinventei de novo, gosto do que vejo.
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