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terça-feira, 24 de junho de 2014

Matéria publicada em jornal paulista

Texto foi publicada no "Jornal da Terra", de Piedade, São Paulo
Arquiteta de Piedade é destaque em programa de TV

Taís Rolim apresentou o projeto de uma casa na Represa de Itupararanga.
Foco da reforma foi a iluminação e a paisagem natural do local.


O talento de uma arquiteta piedadense foi destaque no programa Contemporrânea, apresentado por Zí Cossermelli, em meados de março. Taís Rolim mostrou o resultado da reforma de uma casa às margens da Represa de Itupararanga, um belo refúgio de uma família paulistana desenhado há 15 anos pelo proprietário e que nunca havia sido modificado. Na entrevista com Zi, Taís contou como foi reformar a casa de campo aproveitando a beleza do local e as particularidades do cliente.

“A residência é de uma pessoa iluminada e isto refletiu no trabalho”, justifica ao dizer que a casa era muito escura e que iluminou-a, fazendo que ela ficasse mais parecida com a dona . Além de clarear, os vidros tiveram a função de valorizar paisagem, há cômodos em que as paredes são vidraças, o que garante que a vista seja sempre contemplada, faça chuva ou sol. Outra característica que chama a atenção é a pintura avermelhada. Segundo a arquiteta, a tonalidade foi um pedido da cliente, que tinha como intenção deixar o ambiente mais alegre.

Um trabalho em madeiramento deixou a casa ainda mais acolhedora, o marceneiro foi caprichoso e exigiu a dedicação exclusiva dele de meses, o que garantiu a aparência artesanal rústica.Como reforma significa dar nova forma ao que já existe, nem tudo foi trocado, a maior da mobília foi aproveitada. “Alguns móveis foram retirados, pois a casa é de final de semana e não precisava de certos itens”, diz Taís. Ela conta ainda que complementou o design do interior da residência com uma linda decoração.

A entrevistadora Zí Cossermelli ficou tão impressionada com a casa de campo que afirmou: “Ficou tão bonito que não dá vontade de ir embora, o nome deste lugar deveria ser bem vindo!”, afirmou encantada. Ciente do belo trabalho que fez, a arquiteta Taís Rolim respondeu - “Nem eu quero sair”. Se ainda te resta alguma dúvida se isto é verdade, assista a matéria completa no canal TV Contemporânea do YouTube, as imagens confirmam as palavras de Zi e da arquiteta.

Conheça Taís Rolim

Com aproximadamente dez anos de experiência, a piedadense é proprietária de uma empresa especializada em arquitetura e urbanismo. Taís executa projetos em diversas cidades, principalmente no interior de São Paulo e em Minas Gerais, sempre com criatividade e bom gosto.

Mais informações sobre a profissional e as novidades na carreira dela podem ser vistas na FanPage: Taís Rolim - Arquitetura e Urbanismo

Texto sobre processos de estamparia para o blog da W3 Uniformes

Há cerca de um ano e meio comecei um trabalho de produção de conteúdo e gerenciamento de redes sociais para a W3 Uniformes. A marca tem mais de 10 anos de mercado e é uma das mais reconhecidas do estado de Minas Gerais no setor. O blog foi feito para compartilhar novidades da área e dar dicas úteis para o público. Um dos que produzi fala sobre três processos de estamparia, confira:

Sublimação, silk e bordado: características dos principais processos de estamparia

Alguns uniformes pedem mais do que bom corte e tecidos de qualidade. É preciso que neles estejam presentes elementos próprios e às vezes únicos da organização que irá vesti-lo, como logomarcas, símbolos, mascotes. É aí que entram os processos de estamparia, para ajudar a deixar as peças alinhadas com a identidade visual das empresas ou ainda com algum objetivo específico de uma campanha, evento e outros.
Para estampar nas peças o que as organizações desejam comunicar aos seus públicos há alguns processos de estamparia, a W3 utiliza os principais e te conta como são:
Sublimação: a característica mais marcante é que as peças produzidas através deste processo são muito resistentes a lavagem, arranhões e temperaturas extremas como quente e frio. No entanto, a técnica só pode ser feita em tecidos de poliéster.
É utilizada uma impressora adaptada a uma tinta própria para o tecido, a sublimática, para imprimir o desenho. Para estampar a peça é usada uma máquina de estampar/prensa térmica. O processo é parecido com o transfer, utiliza calor e pressão, mas tem a vantagem de a estampa aderir ao tecido em vez de grudar apenas. Assim, o desenho não descasca como acontece comumente com peças que recebem aplicação de transfer.
Silk Screen,Serigrafia ou simplesmente Silk: é um processo de impressão a base de tinta, no qual é utilizado uma tela para cada cor desejada. Dessa forma, se a estampa tiver cinco cores, serão usadas cinco telas. Na W3 Uniformes, é utilizada a tinta a base d’água, material ecologicamente correto e que não deixa nada a desejar para as tintas tradicionais. A durabilidade da estampa nas roupas, sem desbotar, também é alta.
Bordado: ideal para peças que precisam de aplicações mais delicadas e elegantes. O processo dispensa explicações e o resultado é lindo.
Qual é a melhor forma de estampar minhas peças – com silk, sublimação ou bordado? Depende da sua necessidade, de qual tecido irá usar também. A W3 está a disposição para discutir com você qual a opção mais indicada. Entre em contato conosco!
Mais textos que fiz para o cliente em - http://w3uniformes.com.br/blog/

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Amor (im)perfeito


No pensamento, existe a pessoa do tamanho dos sonhos. Talvez, por isso é tão custoso achar alguém com quem desejamos passar os momentos bons e ruins. Afinal, namorar também é suportar o que é torto no outro e dar força quando houver mais espinhos do que flores. Porém, nos planos não há lugar para defeitos. E deste jeito a realidade só parece apresentar quem não está na medida. Sobra de um lado e falta do outro. Isso só não irá acontecer se enxergarmos que neste pacote há características necessárias a nossa vida e que nem sonhávamos.


Foi assim comigo, me recusava a conhecer meu marido porque o descreviam como tímido e sistemático. Fugi, mas o destino nos juntou. Nem me lembrava que ele era o rapaz que um amigo queria apresentar. Tive uma boa primeira impressão, entretanto não considerava a ideia de namorar por causa de "defeitos" que eu não aceitava. Até disse em tom de brincadeira, porém funcionou, que não queria saber de tímido. Ele falou que pelo menos comigo não deixaria que a timidez aparecesse.

Ao longo dos anos descobri dezenas de defeitos e outras tantas qualidades que não estavam nos planos. Ele também viu em mim coisas que não gostou. E nunca nos calamos diante do que desagrada. Aí nos ajustamos todo dia, pois temos a oportunidade de refletir com as observações. Claro que não mudamos tudo, isto nos anularia.

Para mim é isso - a gente não chega pronto, não é feito para ninguém, mas nos moldamos. E quem ganha não é só o par, mas todos, pois nos tornamos melhores e mais felizes para o mundo.


Sobre o texto Publicado originalmente na edição especial de Dia dos Namorados do Jornal Agora.

Leia também
O momento certo para dizer sim
Quando eu te amo é bom dia

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O momento certo para dizer sim

Certa vez, o poetinha disse que amar é querer ficar perto se longe; e ainda mais perto, se perto. Foi bem assim comigo. Comecei minha história separada por 180 Km, depois reduzi a uns míseros quarteirões e de repente me vi antecipando os planos do casório, pois eu ainda sofria de lonjuras. Dessas que fazem o relógio caminhar devagar e o corpo perder a capacidade de realizar outra ação a não ser conferir o celular e ficar imóvel no sofá esperando ele ligar.

Geralmente, esses planos só começam quando o casal – ou pelo menos um deles (o homem, dizem) – ganha muito bem. É o que acontece no meu ciclo de convivência. Contrariei, ou melhor, assustei muita gente quando disse que iria me casar sem preencher esse pré-requisito. Considero irracional adiar a união porque não tenho dinheiro para passar a viver com muito mais conforto do que antes da vida de casada.

Tudo que eu tinha na época, e continuo tendo, é uma renda mensal suficiente para pagar as contas do mês com a ajuda do meu marido. O que sobra mesmo é a vontade de ficar junto, de construir uma vida a dois no sentido mais amplo da expressão. E eu não me arrependo de ter dito sim bem antes do que eu mesma previa.

Acredito que casamento não é uma divisão que marca o início de uma era financeira, que temos, por decreto, que viver com muito luxo e conforto. Para mim, é o início de uma etapa de lutas com alguém ao lado para dar apoio, dissolver os medos, dividir as alegrias e aflições. Batalhar ao lado de quem amamos, nos apóia e entende é bem menos penoso do que ficar sozinho, bordando enxovais e adiando datas.

É sim um marco, entretanto afetivo. Por isso, como toda noiva, não abri mão de dizer sim de forma bonita e com festa. Foi bem simples, porém os detalhes foram pensados cuidadosamente. Foi o suficiente para celebrar nossa alegria com os amigos e familiares. De lá para cá é isto que continuamos fazendo, comemorando cada dia que dormimos e acordamos juntos. Claro que celebramos também as conquistas profissionais, financeiras.

A rotina e o tempo deixam a certeza de que fizemos a escolha certa. Decisão digna para renovarmos os votos para agradecer as bênçãos e festejar com quem faz parte desta felicidade.


Sobre o texto
Publicado originalmente no Caderno de Noivas do Jornal Agora, no dia 30 de abril. Tinha sido escrito há tempos, mas ficou guardado até surgir o convite. Estou assim, um pouco tímida com meus textos literários, pois sou autobiográfica ao extremo e ao mesmo tempo gosto de preservar a minha vida. Mas a produção não para, aos poucos vou selecionando o que será postado e o que fica como desabafo e registro pessoal. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Escrevo sobre 2013 quando as conclusões sobre o ano que passou já desapareceram e todos já olham para 2014. Sei quem teve um ano bom, ruim, horrível... Eu não posso dizer nada disso sobre o meu ano. Aconteceram coisas boas,  ruins e horríveis,  mas nenhuma dessas palavras dão conta de 2013. Talvez porque esse ano atravessou a minha vida.

Vivi o início e o fim de tantas fases, porém sinto que nada acabou nem começou exatamente em algum dia e hora marcada. Na verdade, sou agora todas as viradas dos meus 26 anos. Sou e deixei de ser todos os segundos que se passaram. Cheguei a esta conclusão há pouco tempo.
É tudo culpa de 2013, ano que poderia ter sido dois, três,  tranquilamente. Digo isso porque em 2010, 2011, 1990  ou em outro qualquer o tempo parecia vir macio, apesar dos percalços que toda pessoa enfrenta. 2013 chegou como uma avalanche. Mostrou que eu tenho força para conseguir o que quero e força para suportar o que Deus leva da gente. Em 2013 eu disse e ouvi o sim mais bonito, e chorei por não ter os olhos da minha mãe para testemunhá-los. Vi meu lar mais vazio e ao mesmo tempo construi o meu canto. Tive amigos por perto e outros nem tanto.
2013 foi assim, bom e ruim, alegre e triste. 2013 foi como a vida é.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sou toda saudade

Eu poderia te deixar apenas na memória, não encontrar com você pelos cantos, levar tudo que é seu para onde os olhos não alcancem. Se lembrar de ti não tivesse se tornado uma necessidade tudo já estaria longe. Mas agora o certo, concreto mesmo, é só a lembrança, é assim que ainda está aqui, pelo menos de forma visível. Por isso, não deixo de reler a carta que deixou, de ver as suas fotos e de revisitar cada história que vivemos, mesmo com dor.


Construí até de um museu na alma, na minha casa e em meu guarda-roupa depois que partiu. Sons, cores e sabores nossos no espírito; fotos nos álbuns e o quadro com seu sorriso na minha estante; roupas ainda com seu cheiro misturadas as minhas no armário. Eu te deixo assim, espalhada, mesmo que a saudade pareça insuportável quando fico frente a frente com você.

Ainda vou conseguir sorrir quando olhar para dentro de mim, quando eu ver o seu sorriso emoldurado nos porta-retratos, não sem saudade. Não quero esquecer, não quero ir para um “lugar que não exista um pensamento em você”. Só desejo acomodar minhas lembranças de um jeito que a dor não chegue antes da alegria de ter ficado a vida toda do seu lado.


Um dia vai ser assim 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A JovenZinha

Zinha, a mocinha da história

Lá em Pitangui, uma cidadezinha de quase 300 anos, vive uma mocinha de mais ou menos 80. É a Zinha. O ritmo de vida desta jovenzinha é mais agitado do que o meu ,e como. A agenda é cheia: de quarta à domingo ela viaja, vai a todos os bailes da melhor idade da região. Depois que o marido morreu foi o forró que devolveu a alegria de viver à ela.

O problema é que os filhos, também cheios de compromissos, não podem leva-lá em todos os lugares que ela quer ir. Bem, este é um problema deles, não dela. Zinha não tem medo de pedir carona na beira da estrada, se aventura nos ônibus e até na garupa de mototaxistas. E foi exatamente a carona com desconhecidos e a garupa de moto que preocupou os filhos. Noêmia, a filha mais brava, proibiu a forrozeira de pegar moto táxi.

“Tá bem minha filha, prometo que não faço isso mais, só vou de ônibus ou com gente conhecida”.

Mas Zinha não manteve a palavra. Um dia depois da proibição ela chegou atrasada na rodoviária. Ah, perder o forró de Nova Serrana é que ela não ia. E tinha outra coisa, a mais velha da história era ela e não os filhos, eram eles que deviam respeitá-la. Assim ela foi, se protegeu com o capacete, agarrou-se na cintura do motoqueiro e ainda teve o cuidado de passar os óculos para o mototaxista.

Zinha dançou a noite toda e fez questão de contar na manhã seguinte como a festa tinha sido animada. Ninguém duvidou da palavra da mãe, que afirmou, jurou de pés juntos, que tinha pegado o último ônibus para Nova Serrana.

Na verdade, chegou o dia do revide. Zinha já havia escutado inúmeras mentirinhas dos filhos. A maioria, como a que ela tinha contado, era inocente, só para poder se divertir mais, ficar na rua, brincando. Porém, a verdade não esperou nem o jantar. A mentira tinha pernas tão curtas quanto os óculos dela. Junto com o mototaxista a verdade encontrou Noêmia, por acaso, na rua.

“Ei dona, a senhora é filha da Zinha?”, perguntou mesmo já sabendo a resposta.

“Sou sim, por quê?”

“Entrega, por favor, esses óculos pra ela. Esqueceu comigo ontem, quando levei ela no Forró de Nova Serrana”.


A filha teve uma conversa com a mãe, daquelas que começam com “Êh, mãe!”. Zinha fez carinha triste, de arrependida, jurou que nunca mais iria montar em uma garupa de moto. E se ela fez isso de novo, desta vez ela tomou mais cuidado, nunca mais esqueceu nada com motoristas desconhecidos ou com quem pilotava a moto. A certeza que tenho mesmo é que ela continua, até hoje, a ir nos forrós e todas as outras festas com a mesma alegria de sempre.

Sobre o texto:

Contei este causo no projeto Nascente de Histórias. Quem estava no dia adorou, disseram até que queriam conhecer a Tia Zinha. Mas antes que alguém da família fique bravo comigo, quero esclarecer que apenas me baseei no que ouvi, me permiti criar a partir do que escutei algumas vezes, pois acho o episódio muito legal. Assim, sei que nem tudo aconteceu igual eu relatei.